sexta-feira, 21 de março de 2014

Norovírus


Os Norovírus foram os primeiros agentes virais ligados à doença gastrointestinal; são um grupo de vírus redondos de dimensões compreendidas entre 30nm e 38nm, também conhecidos por SRSV (Small Round Structural Virus); o seu genoma é constituído apenas por uma cadeia simples de RNA.


Existem diversos tipos de Norovírus, estando identificados pelo menos 15 genótipos distintos sendo o vírus de Norwalk o mais conhecido. O seu nome está associado à pequena cidade do Ohio nos Estados Unidos, onde, em 1969, ocorreu um surto de gastroenterite que permitiu detectar e identificar, pela primeira vez este vírus como o agente causador da patologia.
O desenvolvimento de técnicas moleculares voltadas para o diagnóstico dos Norovírus forneceu dados mais claros sobre o impacto epidemiológico desses vírus. Os Norovírus são a maior causa de gastroenterite humana aguda não bacteriana de transmissão alimentar ou transmissão pessoa a pessoa via fecal-oral, acometendo adultos e crianças em todo o mundo. 
Alguns estudos epidemiológicos sugerem que os vírus podem ser transmitidos por via aérea ou através de reservatórios de água quando estas são subterrâneas e estão contaminadas. 
As infecções por Norovírus são altamente contagiosas, podendo ocorrer  casos esporádicos ou grandes surtos de diarreia aguda; acontecem na maioria das vezes em pequenas comunidades fechadas como hospitais, escolas, universidades, acampamentos, cruzeiros, hotéis e restaurantes.
 O controlo de qualidade dos alimentos é frequentemente baseado na contaminação bacteriana o que leva a que a contaminação viral não seja sempre notificada. 
As manifestações clínicas se caracterizam por náusea, dor abdominal, vómito e diarreia podendo em alguns casos apresentar formas mais graves.
O período de incubação do vírus varia entre 24 e 48 horas, sendo que a duração dos sintomas dura entre 12 a 60 horas.
Cerca de 10% das pessoas que contraem infecção por Norovírus necessitam de atendimento médico, incluindo hospitalização e tratamento contra desidratação com terapia de reidratação oral ou intravenosa. As mortes causadas por Norovírus são reportados com mais frequência em pessoas idosas; cerca de 30% deste tipo de infecções são assintomáticas, embora o vírus seja transmitido na mesma, ainda que com títulos mais baixos que no caso dos sintomáticos.

Alimentos que apresentam maior risco de contaminação por Norovírus:
  •     Mariscos que, por serem animais filtrantes, concentram os vírus existentes na água contaminada;
  • Saladas de legumes ou de frutas;
  • Produtos de pastelaria, sanduíches ou qualquer outro produto alimentar que esteja sujeito a manipulação pelos operadores e que não sofra um tratamento térmico posterior;
  • Água (e gelo) que apresente indícios de contaminação fecal.
      
       Prevenção

      Embora seja difícil evitar ser contaminado por Norovírus, existem medidas que, a priori, se mostram importantes. As boas práticas de higiene poderão limitar a propagação do vírus; os manipuladores de alimentos devem lavar as mãos com água sabonete (ou álcool) especialmente após idas à casa de banho e ante da preparação de alimentos, estes não devem manipular alimentos ou preparar refeições quando se encontram infectados com Norovírus.
     As frutas, os legumes, as outras e outros frutos do mar requerem especial atenção no momento da sua lavagem; devem ser lavados cuidadosamente por forma a eliminar o máximo de microorganismos.
    As superfícies contaminadas após um episódio de vómito ou diarreia devem ser imediatamente limpas e desinfectadas com um produto de limpeza que contenha cloro na sua composição (eliminar os microorganismos).
    As roupas contaminadas com vómitos ou fezes devem ser lavadas de imediato; devem ser manuseadas com cuidado de preferência com luvas, para evitar a propagação do vírus.


quinta-feira, 20 de março de 2014

Olá caros leitores.
A publicação desta semana será sobre o Norovírus. À primeira vista pode parecer um tema que não faz muito sentido visto o meu estágio estar a ser desenvolvido num laboratório de Saúde Pública. Como tal, vou passar a explicar o motivo que levou à escolha do tema.
No decorrer da semana acompanhei recolhas de amostras de águas, nomeadamente, em hotéis; aquando de uma destas recolhas o responsável de um dos hotéis referiu que frequentemente havia problemas com o “nonavírus”, o qual causa diarreias, no entanto, nem eu nem a colega que eu acompanhava sabia o que era. Desta forma, fui pesquisar para descobrir o que era, mas descobri que não era “nonavírus” mas sim Norovírus.

Aguardem pela publicação, já não demora! 



quinta-feira, 13 de março de 2014

Doenças de Origem Alimentar

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças de origem alimentar podem ser do tipo infeccioso ou tóxico; estas são causadas pela ingestão de água ou alimentos contaminados com algum tipo de agente patológico.
As diarreias associadas ao consumo de alimentos e águas impróprias são as principais causas de mortes em países pobres; matam cerca de 1,8 milhões de pessoas por ano, principalmente crianças. Em países industrializados, este tipo de doenças afecta, anualmente, cerca de 30% da população. Os grupos considerados de risco de contrair idosos, crianças, grávidas e pessoas imunodeprimidas.  
  A segurança alimentar é uma preocupação mundial, pois as doenças de origem alimentar apresentam um elevado impacto na saúde dos indivíduos e de populações, além de acarretarem despesas para os sistemas de saúde e para a própria sociedade.

As bactérias patogénicas causam a maioria dos surtos e casos de doenças transmitidas por alimentos; não só em número como em frequência, embora outros agentes como os vírus, fungos ou os parasitas também as possam provocar. Devido à sua estrutura muito simples e por serem microrganismos unicelulares, as bactérias replicam-se muito rapidamente caso encontrem nutrientes, temperatura, pH, humidade e concentração de oxigénio adequados (Baptista et al, 2003; European Food Safety Authority e European Centre for Disease Control, 2011; Newell et alii, 2010). As bactérias mais comuns presentes nos alimentos são Salmonella sp., Campylobacter, Escherichia coli, Listeria monocytogenes e Clostridium botulinum.
Na maioria das vezes, a transmissão das doenças de origem alimentar ocorre devido à inadequada manipulação e preparação dos alimentos.


Tabela 1 - Exemplos de alimentos e respectivos microorganismos patogénicos associados:





Doenças de Origem Alimentar em Portugal e na Europa

As doenças de origem alimentar têm vindo a aumentar nos países desenvolvidos. Devido a factores como o envelhecimento da população, alterações sociais (processo de distanciamento em relação ao alimento), demográficas (concentração da população nas metrópoles) e comportamentais, como por exemplo, a tendência crescente para o consumo de alimentos frescos e pré- embalados, bem como de alimentos que são consumidos sem aquecimento adicional (Havelaar, 2010).





Gráfico 1: Distribuição de doenças de origem alimentar por agente causador de doença, na União Europeia.




Fonte: European Food Safety Authority e European Centre for Disease Prevention and Control, 2012.




No ano de 2012 a Salmonella foi o agente infeccioso que provocou um maior número de surtos ao nível da União Europeia, precedida pelas toxinas bacteriológicas, que englobam o Bacillus, Clostridium e Staphilococcus. A Escherichia coli, os parasitas e Yerisinia são os agentes infecciosos que apresentam menor número de surtos.





Gráfico 2: Casos reportados de salmoneloses em humanos e respectiva confirmação, na Europa (2008-2012).









Chipre e Portugal são os países que apresentam, respectivamente, menor número de casos confirmados de salmoneloses; evidencia-se um decréscimo do ano 2008 até ao ano 2012.


         Os países com um maior número de salmoneloses confirmadas são a República Checa (10707 casos em 2008) e a Espanha (3833 casos em 2008). No ano de 2012 a República Chega apresenta uma ligeira diminuição do número de casos relativamente ao ano de 2008 (10245 em 2012); já a Espanha teve um aumento significativo de salmoneloses (4181 em 2012).



Gráfico 3: Casos de listerioses em humanos; distribuição por idade e género na União Europeia.


Os grupos que apresentam um maior número de casos de listerioses são as crianças com menos de 1 ano de idade, havendo, praticamente igualdade de casos em ambos os sexos; e os idosos (> 85 anos), em que a incidência da doença é superior nos homens. Estes são grupos de elevada vulnerabilidade.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Esterilização






 Esterilização - processo que promove a completa eliminação ou
 destruição de todas as formas de microorganismos vivos que se
encontrem à superfície ou no interior de um material ou substância
podendo ser alcançada através da exposição destes a agentes letais
físicos ou químicos. No caso de substâncias líquidas, poderá ser feita
separação mecânica dos organismos através de filtrações (SINOGAS,
2009).



A esterilização apresenta-se como a melhor forma de evitar contaminações, tanto dos manipuladores como das amostras a serem analisadas. Se um determinado meio de cultura não se encontrar completamente estéril poderá contaminar a amostra de águas ou alimentos e assim surgir um falso positivo, ou seja, haverá crescimento de microorganismos devido à contaminação do meio de cultura e não devido à presença de microorganismos na amostra.


1. Esterilização por Calor Húmido

A esterilização por calor húmido pode ser obtida, por exemplo, através da autoclavegem; este mecanismo utiliza  procedimentos muito semelhantes aos de uma panela de pressão.
Para este tipo de esterilização devem ser tidos em consideração alguns pontos importantes:

- Temperatura: uma temperatura de 121°C oferece uma boa margem de segurança se for mantida durante um espaço de tempo adequado. 
- Humidade: se o vapor for sobreaquecido ficará mais seco, o que provoca um aumento da temperatura e consequentemente do tempo de exposição para a esterilização. Assim, se o vapor  se encontrar excessivamente quente irá perder alguma da sua eficácia como agente letal, bem como poderá ser prejudicial para os materiais a serem esterilizados. 
- Pressão Atmosférica: a pressão é útil apenas para elevar a temperatura do vapor acima dos 100°C.
- Tempo: o tempo é necessário para que o vapor tenha oportunidade de penetrar e aquecer os materiais a serem esterilizados. Mesmo quando as temperaturas de esterilização são atingidas, os agentes virais ou microbianos não são inactivados todos de uma vez. A velocidade de inactividade a uma dada temperatura e por cada unidade de tempo de exposição ao agente letal, uma proporção que é constante para uma dada população.

2. Esterilização por Calor Seco

        Este método é utilizado para esterilizar material de vidro, outros materiais sólidos termo-estáveis e alguns componentes de meios ou alimentos que ficariam impróprios se expostos ao vapor.
        O equipamento necessário é apenas uma estufa de alta temperatura (160ºC a 200ºC).

3. Esterilização por Gases

        A aplicação deste método requer a utilização de equipamentos próprios que forcem a circulação de gases tóxicos através de todas as superfícies dos materiais.
        O Óxido de Etileno é o gás mais utilizado neste tipo de esterilização. Ao contrário de muitos produtos químicos tóxicos, o Óxido de Etileno é pouco corrosivo e não altera os materiais durante a esterilização, sendo facilmente removido por arejamento. 
Como desvantagens tem-se a necessidade de longos períodos de exposição para obtenção da esterilização (várias horas), a reactividade com componentes dos meios e com certos tipos de plástico.

4. Radiações

        As radiações ionizantes de alta energia que incluem raios gama produzidos a partir de cobalto-60 ou césio-139 e de raios catódicos produzidos em geradores e aceleradores de electrões são as mais utilizadas.
        A irradiação com luz ultravioleta é uma forma não muito satisfatória de esterilização dada a sua fraca capacidade de penetração nos materiais e produtos a esterilizar. Contudo, é de utilização frequente na diminuição do nível de contaminação de espaços confinados, como salas estéreis; são particularmente úteis para a redução de infecciosidade viral devido às alterações induzidas no material genético das partículas virais expostas.

5. Filtração Estéril

        É o principal método para a esterilização de líquidos que contenham componentes termo-sensíveis como vitaminas, proteínas e antibióticos.
        Os filtros mais utilizados neste tipo de esterilização são os de 0.45µm ou 0.2µm de diâmetro; são os mais acessíveis e os que retêm os microorganismos presentes nas soluções.
        Para esterilizar uma solução esta deve ser passada através de um dos filtros supramencionados pela aplicação de uma pressão positiva no ar líquido a filtrar ou na rarefacção do ar do contentor que recebe o filtrado.

6. Desinfectantes e Antissépticos

        Múltiplos reagentes químicos são diariamente utilizados para o controlo da disseminação de microorganismos. Os produtos utilizados na “limpeza” de utensílios diversos são chamados de desinfectantes; são demasiado tóxicos para ser usados directamente no ser humano. Os produtos que aplicamos na pele com o mesmo objectivo de eliminar microorganismos são denominados antissépticos.

Fontes:
- Esterilização de Equipamentos - RedeMeBox, Revista de Gestão Universitária.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

AQUALAB – Laboratório Clínico e de Saúde Pública



De acordo com o Decreto-Leinº117/95 de 30 de Maio o Técnico de Saúde Ambiental “(…) actua no controlo sanitário do ambiente, cabendo-lhe detectar, identificar, analisar, prevenir e corrigir riscos ambientais para a saúde, actuais ou potenciais, que possam ser originados:”
Ø  “Pela evolução dos aglomerados populacionais”.
No Aqualab são realizadas análises, tanto químicas como microbiológicas, a águas residuais; essas águas são normalmente provenientes de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) de cidades, aeroportos, etc. Após a realização da análise às águas, caso estas acarretem riscos para a Saúde Pública as Entidades Gestoras irão aplicar um plano de correcção/minimização de riscos.

    “Pelo funcionamento de serviços, estabelecimentos e locais de utilização pública”.
Neste âmbito, no meu local de estágio são realizadas análises periódicas às águas e alimentos confeccionados ou não em hotéis, estabelecimentos de Restauração ou Bebidas (quando a legislação em vigor assim o obriga), entre outros. À semelhança do referido no ponto anterior, quando alguma análise se verifica “não conforme”, as Entidades Gestoras devem aplicar medidas correctivas.



A equipa do Departamento de Águas e Alimentos do AQUALAB é composta pelos elementos constantes nos quadros abaixo:








Breve Resenha Histórica

Fonte: AQUALAB – Laboratório Clínico e de SaúdePública 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Recomeço...

        Bem-vindos de novo ao meu blogue!
        Depois de algum tempo de férias, iniciei ontem uma nova etapa da minha licenciatura; o estágio IV. Este tem lugar num Laboratório Clínico e de Saúde Pública – AQUALAB – que fica situado em Albufeira. No decorrer do estágio desenvolverei trabalho na parte da Saúde Pública; esta encontra-se dividida em dois sectores: o sector da Química (águas) e o sector da Microbiologia (águas e alimentos), sendo neste último que vou realizar o meu estágio.

        Como tal, a partir de agora todas a publicações serão alusivas às actividades realizadas no novo local de estágio.




sábado, 7 de dezembro de 2013

Uma Etapa que Marcou…

Chegou ao fim mais uma etapa da minha licenciatura – o estágio III.

O primeiro dia começou com alguns nervos, como é norma. Embora a minha colega Ana Fuzeiro estivesse comigo (que foi um grande apoio!) sentia-me ansiosa, pois não sabia como iria ser recebida no Centro de Saúde Silves. Felizmente toda a minha ansiedade e receios revelaram-se absurdos depois de conhecer a Dra. Maria da Graça Fernandes. É uma pessoa com grande capacidade de trabalho, espírito crítico, uma lutadora em todos os aspectos. Foi esta pessoa que ao longo do estágio me transmitiu, tanto na teoria como na prática, inúmeros conceitos profissionais e pessoais, que me corrigiu quando foi necessário e que me congratulou nos momentos certos. Com a sua ajuda consegui evoluir.

Falando do estágio em si posso referir que realizei diversas actividades. Comecei por fazer Vigilância Sanitária a Águas de Piscinas Públicas. Antes de sair para o terreno é necessário preparar o material para a realização das colheitas de águas. Percebi que a forma mais eficaz de não haver falhas de material para as colheitas é ter sempre uma check-list com todo o material necessário, conforme podem verificar na seguinte publicação: Vigilância Sanitária – Águas de Piscinas Públicas.
A realização de Vistorias aEstabelecimentos de Restauração ou Bebidas foi uma contante durante este estágio (confesso que é uma actividade de que gosto imenso). É uma área de actuação do Técnico de Saúde Ambiental que se tem vindo a revelar de elevada importância para a Saúde Pública: “As doenças provocadas por alimentos contaminados são, provavelmente, o mais vasto e disseminado problema de saúde no mundo contemporâneo e uma importante causa de redução da produtividade económica”.
O Programa de Prevenção de Doenças Transmitidas porArtrópodes, neste caso mosquitos era o conjunto das actividades, a que eu pensava que poderia ser menos interessante neste estágio. No entanto foi o trabalho que me surpreendeu de forma bastante positiva: pela maneira como foi realizado e explicado, pela equipa formada que se revelou bastante divertida e empenhada e, acima de tudo, porque consegui compreender a verdadeira essência e necessidade de realização deste programa principalmente na região Algarvia.
As Unidades Privadas de Serviços de Saúde, neste caso as Clínicas Dentárias, são estabelecimentos que requerem alguns cuidados, nomeadamente de assepsia e de protecção de raios-X (quando utilizados pela clínica). Os cuidados de assepsia são indispensáveis devido à actividade realizada, pois se estes cuidados não forem adequados podem desencadear infecções aos pacientes. No caso dos raios-X importa proteger não só o paciente como os profissionais expostos; este é um tipo de radiação utilizada em exames de diagnóstico, fundamentais para avaliação da situação do doente e detecção atempada de existência de possíveis problemas dentários.
Tive também a oportunidade de acompanhar uma fiscalização a um Espaço de Jogo e Recreio. Neste caso, o estabelecimento (Creche, Jardim de Infância e ATL) onde o Espaço de Jogo e Recreio se encontrava inserido pretendia obter a certificação do mesmo. Esta foi uma acção realizadas com vista à verificação das características do local e dos equipamentos mas com um objectivo diferente de uma vistoria para licenciamento de uma actividade.
A Vigilância Microbiológica de Refeições emRefeitórios Escolares é outra das actividades que considero de especial importância, pois “a maioria das doenças transmitidas por alimentos é de origem microbiológica, geralmente originadas por manipulações inadequadas, infecções cruzadas, confecção ou conservação deficientes”. Como a população alvo deste programa é considerada vulnerável, importa ter especial cuidado com todo processo de preparação e confecção dos alimentos.
Uma das actividades que considero mais interessante foi o acompanhamento de acções de vigilância e de controlo de Águas MineraisNaturais, realizadas nas Caldas de Monchique. Este interesse deve-se principalmente ao facto de conhecer este local de forma externa; tive, no decorrer destas acções, oportunidade de o conhecer de uma nova perspectiva e que se revelou muito interessante.
O último conjunto de actividades realizadas no decorrer deste estágio foi a Colheita de Águas para Consumo Humano. É um trabalho que requer cuidados de assepsia rigorosos, caso contrário os resultados obtidos poderão ser falsos positivos. Recorde-se que esta é a água que é distribuída às populações para consumo nas habitações, nos estabelecimentos, etc.
A actividade final realizada foi a deslocação a Estabelecimentos de Restauração ou Bebidas no âmbito do Programa Regional para aPrevenção e Controlo do Tabagismo. Com o intuito de se cumprir o programa foram aplicados inquéritos nos respectivos estabelecimentos com o objectivos de se saber se está a ser cumprida a legislação vigente sobre a matéria e de aferir o grau de aceitação/satisfação dos clientes, proprietários e funcionários face às alterações introduzidas.
Após fazer uma pequena reflexão de cada actividade desenvolvida neste estágio, quero agradecer às pessoas que me acompanharam durante este importante percurso da minha licenciatura e da minha vida: 
  •  Em primeiro lugar: à minha orientadora, Maria da Graça Fernandes, pela pessoa que é e por todo conhecimento que me transmitiu;
  • Em segundo lugar: à professora Raquel Santos, pela disponibilidade, ajuda e orientações dadas ao longo de todo estágio;
  • Em terceiro lugar: aos meus pais e irmão; se não fossem eles não seria possível encontrar-me já neste patamar;
  • Em quarto lugar: à minha amiga, colega de estágio e de casa, Ana Fuzeiro;
  •  Em quinto lugar a todos os funcionários do Centro de Saúde de Silves que sempre se mostraram disponíveis e afáveis;
  • E em sexto lugar: a todos aqueles que, de uma ou de outra forma me ajudaram em todo meu percurso.